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Profissionais dão dicas de construção e decoração sustentáveis para casas e apartamentos

Cada vez mais as pessoas buscam por alternativas mais sustentáveis para construir ou decorar seu apartamento ou casa. O uso de madeiras reutilizáveis para fazer uma mesa ou, até mesmo, areia e lama como substitutos do cimento vêm se tornando uma tendência no mercado imobiliário.

Marcela Lopes Mendes (mestre em processo tecnológicos e ambientais) conta que fez um estudo sobre o reaproveitamento da sobra de MDF (Medium Density Fibberboard), produzido com madeira de reflorestamento. Segundo ela, esta matéria-prima é uma das mais utilizadas na indústria de móveis.

Ela explica que o produto final desta madeira reutilizada possui excelente capacidade de usinagem, estabilidade e homogeneidade. "Ele pode ser facilmente customizado, possibilitando a criação de móveis planejados e modulados", diz.

Segundo a profissional, o Brasil é um dos países que mais produzem MDF no mundo. A sobra deste material pode ser utilizada para produção de pequenos móveis, como mesas de canto, prateleiras e banquinhos ou divisórias.

"Você pode utilizá-la para redecorar móveis já existentes com a substituição de alguma parte, como porta de armário", exemplifica.

Ainda de acordo com a arquiteta, existem diversas outras opções mais sustentáveis para decorar o ambiente.

 

"São várias: pallet, sobras de tecido, pneu... O pallet pode ser usado para estruturas de sofás, camas ou jardim vertical. As sobras de tecido para envelopar algum móvel ou revestir uma parede. Os pneus podem ser utilizados como mesas, pufes, decoração no jardim", explica.

 

Construção sustentável

 

O engenheiro civil e bioconstrutor Mateus Gambaro trabalha desde 2018 com pesquisas na área de construção de casas com elementos naturais. Segundo ele, este é o principal benefício para o meio ambiente.

"O cimento, por exemplo, emite toneladas de dióxido de carbono para a sua produção. A gente tenta escapar disso utilizando a terra, que muitas vezes se assemelha à qualidade estrutural de impermeabilização do cimento", explica.

O engenheiro conta que já passou por diversos lugares do país e do mundo para construção de casas sustentáveis. Em uma de suas viagens, em Sarapuí (SP), participou da construção de uma casa em bambu e hiperadobe, que usa o mesmo material utilizado em sacos de frutas, legumes e verduras nas feiras.

"Este material leva a uma diminuição enorme de plástico, comparado com os sacos de polipropileno", comenta.

Mateus explica que outro benefício apontado para construções sustentáveis é o transporte do material. Segundo ele, algumas casas podem ser levantadas com areia e argila, que podem, muitas vezes, serem coletadas na própria região.

"Algumas práticas que utilizam estes materiais mostram que não tem porque eu ter que transferir um monte de coisa, como bloco de concreto, argamassa, etc", diz.

O engenheiro também comenta que casas construídas com técnicas naturais oferecem um conforto térmico. Segundo ele, dentro da cidade, existem ilhas de calor formadas no meio urbano por causa dos materiais utilizados nas edificações.

 

"Normalmente, o concreto é um material que retém muito calor e, para determinadas regiões do país, não é viável. Então, a bioconstrução é benéfica para esse conforto térmico, não só para a parte interna da residência ou prédio, mas também para a parte externa."

 

O profissional ainda cita a terra como um bom exemplo de condutor térmico. "Ela segura bastante o calor e depois ela vai passar esse calor durante a noite (se tiver um lugar mais frio). Durante o dia, fica bem fresco e, durante a noite, ela esquenta, pois solta o calor que reteve do sol", explica.

Apesar da técnica mais benéfica para o meio ambiente, a bioconstrução ainda é novidade e não possui mão de obra ampla. A técnica pode ser encontrada em algumas regiões do país e alguns profissionais já procuram se especializar na área. Algo com materiais simples e que pode oferecer qualidade de vida para muitos.

 

Fonte: g1.globo.com



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